A Natura &Co é um grupo global de beleza com propósito, operando quatro marcas complementares — Natura, Avon, The Body Shop e Aesop — posicionadas na intersecção entre beleza, bem-estar e sustentabilidade. A empresa atua como uma holding de impacto positivo, onde ESG não é adjacente ao negócio, mas estruturante da proposta de valor central. Seus segmentos de clientes incluem consumidores conscientes B2C (18–55 anos, alta correlação com valores ESG), consultoras Natura (mais de 1,7 milhão no Brasil), varejo físico e digital global, e investidores institucionais com mandato ESG.
A proposta de valor da Natura é beleza que faz bem ao mundo: produtos com ingredientes biodiversos da Amazônia, embalagens refil e recicláveis, modelo de negócio de venda direta que gera renda feminina, e certificação B Corp como símbolo de gestão responsável — a Natura foi a primeira empresa de capital aberto do Brasil a obter essa certificação. As atividades-chave incluem pesquisa e desenvolvimento de fórmulas com ativos naturais, gestão da cadeia de fornecimento de ingredientes amazônicos com comunidades tradicionais, produção com logística reversa, programa de consultoria de beleza via rede de consultoras e relatório integrado GRI+SASB anual.
A receita combinada do grupo é superior a R$ 35 bilhões (2024). Custos relevantes incluem P&D (~4% da receita), logística reversa, certificações e auditorias ESG, e desenvolvimento de fornecedores amazônicos. As receitas crescem nos segmentos premium sustentável e nos canais digitais.
Raio-X da Empresa — Natura &Co
Parcerias Principais
- Comunidades extrativistas amazônicas (>30 comunidades)
- Instituto Ekos e fornecedores de ativos naturais
- Parceiros logísticos com frota verde
- ONGs ambientais: Conservation International, ISA
- Certificadoras: B Lab, Ecocert, FSC
Atividades-Chave
- P&D de formulações com ativos naturais
- Gestão de cadeia amazônica
- Treinamento e suporte às consultoras
- Relatório integrado ESG
Proposta de Valor
- Beleza com propósito e impacto positivo
- Produtos com biodiversidade amazônica
- Modelo de renda para consultoras (empoderamento feminino)
- Certificação B Corp — negócio responsável
- Embalagens recicláveis e programa refil
Relacionamento
- Venda direta personalizada via consultoras
- Comunidade Natura e programas de fidelidade
- Engajamento em sustentabilidade com consumidores
Segmentos
- Consumidores conscientes (B2C)
- Consultoras de beleza (1,7M+)
- Varejo físico e e-commerce
- Investidores ESG (B3, NYSE)
Recursos Principais
- Rede de 1,7M+ consultoras no Brasil
- Portfólio de ingredientes amazônicos exclusivos
- Marca com alto NPS e reputação ESG
- Capacidade fabril com certificação ambiental
Canais
- Venda direta via consultoras
- E-commerce próprio e marketplaces
- Lojas físicas e franquias
- App Natura e redes sociais
Estrutura de Custos
- P&D de formulações (~4% receita)
- Logística reversa e embalagens sustentáveis
- Certificações ESG (B Corp, Ecocert, GRI)
- Desenvolvimento de fornecedores amazônicos
Fontes de Receita
- Venda de produtos de beleza e cosméticos
- Segmento premium sustentável (crescimento 18% a.a.)
- Licenciamento de marcas (Aesop, Body Shop)
- Finanças verdes: green bonds R$ 1,2bi
| Bloco BMC | Elemento | Pilares | Interface ESG | Materialidade |
|---|---|---|---|---|
| Parcerias Principais | Comunidades extrativistas amazônicas | ES | Uso sustentável da biodiversidade + geração de renda justa para comunidades tradicionais (SBTi de proteção florestal) | Alta |
| Atividades-Chave | P&D de formulações naturais | E | Redução de sintéticos e químicos de risco; substituição por ativos biodegradáveis; economia circular em formulação | Alta |
| Atividades-Chave | Relatório integrado GRI+SASB | G | Transparência e accountability ESG para investidores; compliance com TCFD e divulgação de riscos climáticos | Alta |
| Proposta de Valor | Certificação B Corp | GSE | Governança de impacto positivo; integração de stakeholders na tomada de decisão; framework de triplo resultado | Alta |
| Proposta de Valor | Embalagens recicláveis e refil | E | Economia circular: redução de plástico virgem, aumento de reciclado pós-consumo, meta zero plástico 2030 | Alta |
| Segmentos | Consultoras de beleza | S | Empoderamento feminino e geração de renda: 73% das consultoras estão na base da pirâmide econômica; ODS 8 e ODS 5 | Alta |
| Recursos Principais | Portfólio de ingredientes amazônicos | E | Capital natural como ativo estratégico; bioprospecção ética; dependência de ecossistemas saudáveis; risco de biodiversidade | Alta |
| Fontes de Receita | Green bonds R$ 1,2bi | GE | Finanças sustentáveis vinculadas a metas ESG; custo de capital reduzido por rating ESG elevado; ICMA Green Bond Principles | Média |
| Estrutura de Custos | Logística reversa | ES | Redução de resíduos sólidos; geração de renda para catadores parceiros; compliance com Política Nacional de Resíduos Sólidos | Média |
Temas materiais: Biodiversidade e uso de recursos naturais · Mudança climática e emissões (Scope 1, 2 e 3) · Renda e empoderamento da consultora · Embalagens e economia circular · Governança de impacto positivo (B Corp) · Direitos de comunidades tradicionais.
A posição de Gerente de Sustentabilidade se insere no coração da proposta de valor da Natura &Co, atuando como elo entre a estratégia ESG corporativa e sua execução prática nas atividades-chave. Reportando à VP de Estratégia e Sustentabilidade, a função tem nível de influência DECISOR em tópicos de materialidade e INFLUENCIADOR na cadeia de fornecimento.
As principais entregas da posição se conectam diretamente aos blocos de Atividades-Chave (relatório integrado, gestão de fornecedores) e Parcerias Principais (desenvolvimento de comunidades extrativistas), sendo crítica para sustentar a certificação B Corp e os compromissos SBTi assumidos publicamente.
Território da Vaga — Gerente de Sustentabilidade · Natura &Co
Parceiros-Chave
- VP de Estratégia e Sustentabilidade (reporting)
- Áreas de P&D, Supply Chain e Marketing
- Certificadoras externas (B Lab, GRI, Ecocert)
- Consultoras externas ESG (KPMG, Deloitte)
- Comunidades fornecedoras amazônicas
Atividades-Chave
- Coordenar relatório integrado GRI+SASB anual
- Monitorar KPIs ESG e metas SBTi
- Auditar cadeia de fornecimento (social e ambiental)
- Liderar renovação da certificação B Corp
Valor Entregue
- Manutenção e evolução da certificação B Corp
- Relatório integrado publicado no prazo com qualidade GRI
- Redução de risco ESG na cadeia de fornecimento
- Suporte a captação de green bonds e finanças sustentáveis
- Engajamento de stakeholders externos
Relacionamento com Clientes
- Relatórios e dashboards para C-Level
- Comunicação com investidores ESG (IR)
- Parceria com times de produto e cadeia
Clientes Internos/Externos
- C-Suite e Conselho de Administração
- Investidores institucionais e agências de rating ESG
- Fornecedores e comunidades tradicionais
- Reguladores (CVM, SEC para ADR)
Competências-Chave
- Domínio de frameworks GRI, SASB, TCFD, B Corp
- Gestão de projetos de longo prazo
- Fluência em análise de dados ESG
- Comunicação com stakeholders multiníveis
Canais de Entrega
- Relatório integrado anual (impresso + digital)
- Dashboard ESG interno (Power BI)
- Apresentações para Conselho trimestrais
- Portal de fornecedores
O que Custa (Investimento)
- Curva de aprendizado do contexto amazônico
- Viagens a campo para auditorias de fornecedores
- Certificações específicas (GRI Certified Practitioner)
O que Ganha (Retorno)
- Posição de liderança em ESG no maior grupo de beleza da América Latina
- Exposição a projetos globais (Avon, The Body Shop, Aesop)
- Propósito: trabalhar na empresa B Corp mais valiosa do Brasil
Como o mercado percebe as experiências e competências de Ana Paula Ferreira até hoje
Após perceber como a empresa Natura &Co funciona por meio do seu modelo de negócio, podemos perceber suas interfaces de ESG atuais e como é a atuação esperada da posição Gerente de Sustentabilidade junto às áreas clientes com interfaces ESG.
Agora, vamos perceber como Ana Paula Ferreira tem atuado em seu modelo de trabalho até hoje.
Ana Paula possui 9 anos de experiência em sustentabilidade corporativa e gestão ambiental, com passagens por Ambev (Analista Sênior de Sustentabilidade), Instituto Ethos (Consultora de ESG) e atualmente como Coordenadora de Sustentabilidade na Suzano S.A. Sua formação inclui graduação em Engenharia Ambiental (USP), MBA em Gestão Sustentável (FGV) e certificação GRI Certified Practitioner.
Seu diferencial central é a visão sistêmica entre cadeia de valor e impacto ESG: na Suzano, coordenou a integração do TCFD no relatório integrado e liderou o primeiro inventário Scope 3 da empresa, reduzindo emissões da cadeia em 12% em 18 meses. Também tem experiência com engagement de comunidades ribeirinhas afetadas por operações florestais — habilidade diretamente transferível para o contexto amazônico da Natura.
- Primeiro inventário Scope 3 da Suzano (12% redução de emissões em 18 meses)
- Integração de TCFD no relatório integrado da Suzano 2023
- Certificação ISO 14001 na Ambev — linha de produção SP
- Projeto de biodiversidade em APP's florestais (parceria TNC)
- Programa de engagement com 6 comunidades ribeirinhas afetadas por operações Suzano
- Auditoria social de 40 fornecedores (critérios trabalho decente e direitos humanos)
- Índice de satisfação de comunidades: 74% → 89% em 2 anos
- Membro do GT de Diversidade e Inclusão da Ambev
- Coordenou relatório integrado GRI Standards 2022 e 2023 (Suzano)
- Suporte à emissão de green bond R$ 800M da Suzano (2022)
- Implementação de política anti-corrupção com fornecedores estratégicos
- Certificação GRI Certified Practitioner (2021)
Assim como uma empresa tem seu modelo de negócio e mantém foco no cliente, os profissionais também podem perceber:
- Quem Ajudo: Quem se beneficia diretamente do seu trabalho — dentro e fora da empresa?
- Como Ajudo: Que problema você resolve melhor do que qualquer outra pessoa? Qual transformação você entrega?
- O que Faço: Quais atividades você realiza com mais consistência e geram mais valor para a organização?
- O que Tenho: Quais conhecimentos, habilidades ou relacionamentos são essenciais para você entregar valor?
- Quem Me Ajuda: Quem potencializa o seu trabalho e com quem você precisa colaborar para entregar resultados?
- Como Me Conhecem: Por quais meios você entrega e comunica seu valor — relatórios, apresentações, influência direta?
- Relacionamento: Como você constrói e mantém relações de confiança com quem depende do seu trabalho?
- O que Invisto: Quais esforços, investimentos e renúncias o seu trabalho exige de você?
- O que Ganho: Além da remuneração, o que você recebe em troca — reconhecimento, aprendizado, impacto?
Sua Proposta de Valor — Ana Paula Ferreira
Quem Me Ajuda
- Rede GRI Brasil (comunidade de prática)
- Mentora: ex-diretora de sustentabilidade da Natura
- Instituto Ethos — rede de ex-colegas
- Professores de MBA FGV (referências)
O que Faço
- Coordenação de relatórios integrados (GRI/SASB/TCFD)
- Inventários de emissões GHG Protocol
- Engagement e auditoria de cadeia de fornecimento
- Suporte a finanças verdes (green bonds)
Como Ajudo
- Transformo compromissos ESG em relatórios auditáveis e rastreáveis
- Reduzo risco de cadeia com auditorias socioambientais
- Conecto impacto ambiental a valor financeiro (green bonds)
- Engajo comunidades afetadas transformando conflitos em parcerias
Relacionamento
- Abordagem consultiva com times internos
- Comunicação assertiva com C-Level e Conselho
- Facilitação com comunidades: escuta ativa
Quem Ajudo
- Líderes de sustentabilidade buscando evolução de maturidade ESG
- Times de RI com demandas de disclosure
- Comunidades e fornecedores na cadeia
O que Tenho
- GRI Certified Practitioner + Eng. Ambiental USP + MBA FGV
- 9 anos de experiência (Ambev, Ethos, Suzano)
- Expertise em TCFD, GHG Protocol Scope 3, SBTi
- Inglês avançado + espanhol intermediário
Como Me Conhecem
- LinkedIn (4.200 seguidores, artigos sobre ESG)
- Palestrante ESG Week 2024 (Fiesp)
- Referências profissionais da Suzano e Ethos
O que Invisto
- Curva de aprendizado em novos setores
- Desenvolvimento contínuo em frameworks emergentes (ISSB, CSRD)
- Rede e presença em eventos ESG
O que Ganho
- Posição de gerência com liderança de equipe (próximo passo natural)
- Impacto em empresa com propósito genuíno
- Exposição internacional (grupo global)
Ana Paula apresenta fit elevado (78% geral) com a posição de Gerente de Sustentabilidade na Natura &Co. Sua experiência na Suzano — empresa de referência em sustentabilidade no setor florestal — mapeou competências diretamente transferíveis: domínio de frameworks GRI/TCFD/SASB, gestão de cadeia de fornecimento socioambiental e suporte a finanças verdes. O background em engagement de comunidades ribeirinhas é diferencial raro e altamente relevante para o contexto de fornecedores amazônicos da Natura.
Os gaps identificados — ausência de experiência direta no setor de beleza e em liderança formal de equipes — são mitigáveis: o setor de beleza tem lógica ESG muito similar ao papel/celulose (cadeia natural, Scope 3 relevante), e a posição de coordenadora sênior na Suzano indica prontidão para o próximo nível.
- Visão sistêmica E+S+G comprovada: o inventário Scope 3 (E) que gerou melhoria nas condições de comunidades fornecedoras (S) e foi auditado externamente para o relatório integrado (G) é exatamente o tipo de conexão transversal que a Natura busca.
- Experiência com engagement comunitário não replicável facilmente: os 2 anos com comunidades ribeirinhas, elevando índice de satisfação de 74% para 89%, demonstra competência rara para o contexto de fornecedores amazônicos.
- Track record financeiro em ESG: poucos candidatos de sustainability têm experiência em estruturação técnica de green bonds — isso conecta diretamente ao interesse do RI da Natura em expandir finanças verdes.
| Gap | Criticidade | Estratégia | Mitigação | Abordagem na entrevista |
|---|---|---|---|---|
| Sem experiência no setor de beleza/cosméticos | media | Reframing + Transferência | Mapear especificidades do setor de beleza (ingredientes, regulação ANVISA, INCI, tendências clean beauty) antes da entrevista. Preparar 2 casos de analogia florestal→beleza. | "Minha experiência em sustentabilidade florestal e biodiversidade me deu uma perspectiva única sobre capital natural como ativo estratégico — lógica central da Natura. Identifiquei 3 pontos de transferência direta..." |
| Liderança formal de equipe limitada (coordenadora sem reports diretos) | media | Complementaridade | Documentar liderança informal: coordenou time de 5 stakeholders na Suzano sem autoridade formal para entrega do Scope 3. Solicitar referência da VP da Suzano. | "Liderei o projeto Scope 3 envolvendo 8 áreas internas e 3 consultorias externas sem autoridade hierárquica — aprendi a influenciar por dados e propósito, o que me prepara bem para o ambiente matricial da Natura." |
| Sem experiência com certificação B Corp (renovação é atividade-chave da função) | baixa | Ação Imediata | Inscrever-se no curso B Corp Champions Retreat (disponível online). Ler os 5 últimos B Impact Assessments públicos da Natura. Mencionar na carta que está em formação. | "Identifiquei que a renovação B Corp é central para esta posição. Já iniciei o Champions Retreat e, analisando os relatórios públicos da Natura, vejo que minha experiência com GRI e TCFD mapeia diretamente nos tópicos de Meio Ambiente e Trabalhadores do BIA." |
Primeiros 30 dias
- Imersão no BIA atual da Natura (B Impact Assessment)
- Reunião 1:1 com cada área parceira (P&D, Supply, RI, Marketing)
- Leitura dos 3 últimos relatórios integrados
- Visita a comunidade fornecedora amazônica (campo)
- Concluir curso B Corp Champions Retreat
30 a 60 dias
- Diagnóstico do cronograma de renovação B Corp
- Mapeamento de gaps do relatório integrado 2025
- Primeira auditoria de fornecedor amazônico
- Alinhamento com RI sobre pipeline de finanças verdes
- Revisão da política de materialidade (GRI 3)
60 a 90 dias
- Proposta de roadmap de metas SBTi 2030 atualizada
- Início da coordenação do relatório integrado 2025
- Proposta de melhoria no BIA para próxima renovação B Corp
- Apresentação de diagnóstico ESG ao C-Level
- Plano de engajamento de comunidades 2025–2026
Ana Paula deve abordar seus gaps com proatividade e dados. A ausência de experiência direta no setor de beleza é compensada pela profundidade técnica em ESG e pela transferibilidade comprovada — o setor florestal e de beleza compartilham a mesma lógica de capital natural, cadeia comunitária e Scope 3. O ponto forte é que ela não precisa aprender "o que é ESG": precisa apenas contextualizar o que já faz para o universo da Natura.
Prezada equipe de Talent Acquisition da Natura &Co,
Quando analisei o modelo de negócio da Natura, uma conexão me chamou atenção imediatamente: a empresa é talvez o único grupo global em que o capital natural não é apenas um recurso de entrada, mas a própria razão de existir da proposta de valor. Os ingredientes amazônicos não são insumos — são o ativo estratégico que diferencia cada produto e ancora a certificação B Corp. É exatamente nesse tipo de intersecção entre negócio e impacto que construí minha carreira.
Nos últimos 9 anos, trabalhei para transformar compromissos ESG em entregas auditáveis e rastreáveis. Na Suzano, coordenei o primeiro inventário Scope 3 da empresa — um projeto que começou como exercício de transparência (G) e terminou revelando que melhorar as condições de trabalho dos fornecedores florestais (S) reduzia indiretamente as emissões de transporte em 12% (E). Essa conexão transversal entre os três pilares é o que diferencia um profissional ESG de um técnico de conformidade.
Minha experiência com engagement de comunidades ribeirinhas na Suzano — elevando o índice de satisfação de 74% para 89% em dois anos — me prepara diretamente para o desafio das mais de 30 comunidades extrativistas que fornecem à Natura. Sei que construir confiança com comunidades tradicionais não se faz com planilhas: exige presença, escuta e tradução de expectativas em compromissos concretos e mensuráveis. Tenho esse histórico.
Também participei da estruturação técnica do green bond de R$ 800 milhões da Suzano em 2022 — experiência que vejo diretamente aplicável ao pipeline de finanças verdes da Natura &Co, dado o portfólio de green bonds e o mandato de expansão das fontes de receita sustentável.
Reconheço que minha trajetória não inclui experiência direta no setor de beleza. Para mitigar isso, já iniciei o B Corp Champions Retreat e realizei uma análise comparativa dos BIAs públicos da Natura com os frameworks GRI que domino. A lógica ESG do setor florestal — capital natural, Scope 3 de cadeia, comunidades tradicionais — tem alta transferibilidade para o universo da beleza com propósito.
Nos primeiros 90 dias, meu foco seria imersão no BIA atual, visita de campo a fornecedores amazônicos e mapeamento do cronograma do próximo relatório integrado — entregas concretas que eu poderia discutir em detalhe em uma conversa.
Agradeço a oportunidade e fico à disposição para uma conversa.
Atenciosamente, Ana Paula Ferreira — LinkedIn: /in/anapaulaferreira-esg · (11) 9xxxx-xxxx
Sou engenheira ambiental com 9 anos de experiência em sustentabilidade corporativa, e minha especialidade é conectar os três pilares do ESG de forma que um reforça o outro — não trabalho em silos.
Na Suzano, coordenei o primeiro inventário Scope 3 da empresa. O que começou como uma exigência de transparência para o relatório integrado acabou revelando que melhorar as condições de trabalho dos fornecedores florestais reduzia as emissões de transporte em 12%. Ambiental, Social e Governança funcionando juntos.
Também passei dois anos engajando comunidades ribeirinhas afetadas pelas operações, elevando o índice de satisfação de 74% para 89%. Sei como transformar conflito em parceria — e no contexto de fornecedores amazônicos, esse tipo de habilidade não se aprende em curso.
Estou em busca de uma posição de gerência em sustentabilidade onde possa liderar uma equipe e ter impacto no modelo de negócio como um todo, não só no relatório. Você conhece alguém que trabalhe com ESG na Natura ou em empresas do setor de beleza?
Abertura
Proposta de Valor
Diferencial
Fechamento
Em 2023, a Suzano decidiu elevar o relatório integrado ao padrão GRI Standards + TCFD pela primeira vez, com prazo de publicação apertado (abril) para coincidir com a assembleia de acionistas.
Coordenar a coleta de dados de 12 áreas internas, garantir rastreabilidade de cada indicador e entregar relatório auditado externamente pela KPMG dentro do prazo.
Criei um protocolo de coleta com owner designado por indicador, deadline intermediário 8 semanas antes da publicação e sistema de validação dupla (área + sustainability). Treinei 22 pessoas nas metodologias GRI e TCFD. Realizei reuniões semanais de checkpoint e escalei apenas 3 bloqueios para a VP.
Relatório publicado 5 dias antes do prazo, sem achados materiais na auditoria externa (primeiro ano com essa classificação). NPS interno do processo foi 8,4/10. Relatório foi citado como referência por 2 analistas sell-side em relatórios de cobertura da Suzano.
A Suzano tinha inventário Scope 1 e 2 consolidados, mas nunca havia feito Scope 3. Com a adesão ao SBTi em 2022, tornou-se obrigatório mapear toda a cadeia.
Conduzir o primeiro inventário Scope 3 completo (15 categorias GHG Protocol), identificar hot spots e propor metas para as categorias mais relevantes.
Apliquei metodologia de screening para priorizar as 5 categorias de maior impacto (>80% das emissões). Para "Upstream Transportation" (categoria 4), conduzi coleta primária junto a 40 transportadores. Descobri correlação entre condições de motoristas e emissões: rotas mais seguras e com pausas adequadas tinham consumo de diesel 8% menor. Propus programa de frota verde integrado ao programa de bem-estar de motoristas.
Inventário completo publicado em 6 meses (benchmark do setor é 12 meses). Programa de frota verde gerou redução de 12% nas emissões de transporte em 18 meses. Economia em combustível: R$ 2,3M/ano. Acidente de trabalho com motoristas: -31% no período.
Em 2022, a Suzano decidiu emitir um green bond de R$ 800 milhões para financiar a expansão de sua capacidade de celulose com tecnologia de menor consumo hídrico.
Produzir o memorando de elegibilidade ESG e definir os KPIs de desempenho ambiental vinculados ao bond, em parceria com o time de RI e banco coordenador.
Mapeei os ICMA Green Bond Principles e LSTA, identifiquei 4 projetos elegíveis internamente, defini 6 KPIs de impacto ambiental com metodologia de baseline e verificação. Conduzi due diligence com jurídico para garantir rastreabilidade dos recursos. Apresentei ao Conselho de Administração o framework de reporte anual.
Bond emitido com rating ESG A- (Sustainalytics). Sobrescrito 1,8x. Custo de captação 35bps abaixo de bond convencional equivalente. Framework de reporte foi modelo para o sustainability-linked bond de 2023.
A Suzano enfrentava pressão de uma ONG sobre condições de trabalho em fornecedores de transporte florestal — e simultaneamente tinha metas de redução de emissões Scope 3 a cumprir.
Propor uma solução integrada que endereçasse simultaneamente o passivo social (condições dos motoristas), o risco de governança (potencial reputacional) e a meta ambiental (emissões de transporte).
Conduzi análise de dados que revelou correlação entre jornadas excessivas (risco S) e consumo de combustível 8% maior (impacto E). Propus e implementei "Programa Motorista Verde": limite de jornada, pausas obrigatórias, treinamento de direção ecológica. Estruturei como política contratual auditável (G). Engajei os 40 transportadores com oficinas presenciais.
Emissões de transporte: -12% em 18 meses (E). Satisfação dos motoristas: +40 pontos NPS (S). Risco reputacional encerrado, ONG tornou-se parceira do programa (G). Economizado R$ 2,3M em diesel/ano, com ROI do programa em 4 meses.
6 comunidades ribeirinhas próximas às operações florestais da Suzano no interior da BA/MG manifestavam insatisfação crescente com impactos na qualidade da água e acesso a estradas. Histórico de conflitos com empresa anterior.
Reverter o histórico de conflito, mapear demandas legítimas das comunidades, criar canal permanente de diálogo e fechar acordos concretos e mensuráveis — sem criar precedentes legais problemáticos.
Conduzi 18 reuniões comunitárias em 8 meses com metodologia de diálogo participativo (não apenas informativo). Separei demandas legítimas de captura oportunista. Negociei Plano de Relacionamento Comunitário com 12 compromissos rastreáveis, incluindo monitoramento compartilhado da qualidade da água (comunidade operando sensor próprio) e programa de geração de renda em parceria com IEF.
Índice de satisfação: 74% → 89% em 2 anos. Zero incidentes de conflito no período. Comunidade virou parceira no programa de monitoramento ambiental — dado publicado no relatório integrado. Prêmio ABMES de Boas Práticas em Relações Comunitárias 2023.
Fazer boas perguntas ao entrevistador é tão importante quanto responder bem. Elas demonstram que você fez pesquisa genuína, pensa estrategicamente e está avaliando a empresa com a mesma seriedade com que ela avalia você. Perguntas vagas ("como é a cultura aqui?") sinalizaram despreparo. As perguntas abaixo foram elaboradas a partir das seções anteriores deste Plano de Voo e são específicas o suficiente para surpreender positivamente qualquer entrevistador.
“A certificação B Corp é renovada a cada três anos. Em que estágio está a preparação para o próximo ciclo de renovação, e quais são os tópicos do BIA onde a Natura enxerga maior oportunidade de melhoria?”
Por que perguntar: Demonstra que você entende que a B Corp não é estática — é um processo contínuo de melhoria — e que já se posiciona como alguém que quer contribuir ativamente para esse resultado.
“As comunidades extrativistas amazônicas são parceiras estratégicas do modelo de negócio da Natura. Como está estruturado hoje o monitoramento de indicadores sociais e ambientais nessa cadeia, e quais são os desafios práticos de rastreabilidade?”
Por que perguntar: Mostra familiaridade com a especificidade do contexto amazônico e sinaliza que você já está pensando nos desafios reais da função — não apenas nos discursos de propósito.
“Com o green bond de R$ 1,2 bi já emitido, qual é a visão da empresa para o próximo ciclo de finanças sustentáveis — há pipeline de sustainability-linked bonds ou outros instrumentos sendo explorados, e como a área de sustentabilidade participa dessa estruturação?”
Por que perguntar: Conecta sua experiência com green bonds na Suzano ao contexto da Natura e sinaliza interesse genuíno em contribuir para além das atividades operacionais da função.
“As metas SBTi da Natura cobrem Scope 1, 2 e 3. Como está o progresso em relação às metas de Scope 3 — especialmente nas categorias de ingredientes adquiridos e logística — e quais são os principais gargalos de dados na cadeia amazônica?”
Por que perguntar: Revela domínio técnico de GHG Protocol e SBTi e enquadra o desafio real da função. Qualquer entrevistador técnico vai reconhecer imediatamente a qualidade dessa pergunta.
“A Natura tem mais de 1,7 milhão de consultoras, em grande parte na base da pirâmide. Como a empresa mede e reporta os impactos socioeconômicos nessa rede, além dos indicadores tradicionais de renda — há métricas de mobilidade social, acesso a crédito ou bem-estar sendo rastreadas?”
Por que perguntar: Demonstra que você enxerga o capital social como ativo mensurável, não apenas como discurso. Essa perspectiva é exatamente o que diferencia gestores ESG estratégicos de técnicos de conformidade.
“Com o ISSB (IFRS S1 e S2) sendo adotado progressivamente no Brasil e as exigências da CVM para divulgação de riscos climáticos, como a empresa está se preparando para essa transição regulatória, e qual é o papel esperado desta posição nesse processo?”
Por que perguntar: Posiciona você como alguém que acompanha o cenário regulatório ESG e já pensa na evolução da função — não apenas nas demandas atuais.
“O relatório integrado da Natura envolve múltiplas áreas internas e auditoria externa. Qual é o ritmo atual de coleta de dados — é centralizado na área de sustentabilidade ou distribuído por owners nas áreas? E qual é o principal desafio de qualidade dos dados hoje?”
Por que perguntar: Demonstra que você já viveu esse processo e está mapeando onde pode agregar valor imediato. Quem faz essa pergunta mostra experiência operacional real — não apenas conhecimento teórico de frameworks.
“Como é o relacionamento da área de sustentabilidade com as áreas de P&D e Supply Chain no dia a dia? A sustentabilidade tem assento nas decisões de formulação e de seleção de fornecedores, ou atua principalmente na mensuração e reporte após as decisões serem tomadas?”
Por que perguntar: Avalia o grau de influência real da área — informação crítica para entender se a posição é estratégica ou operacional. Também sinaliza que você valoriza o papel de influenciador proativo, não apenas executor.
“Como seria para vocês um candidato ideal se saindo muito bem nos primeiros 6 meses? Quais seriam as entregas ou indicadores que sinalizariam que a escolha foi acertada?”
Por que perguntar: Mostra orientação a resultados e disposição para ser cobrado por entregas concretas — não apenas por esforço. A resposta também revela informações valiosas sobre as prioridades reais da posição que podem não estar na descrição da vaga.
“Reconheço que minha trajetória é no setor florestal e não no de beleza. Na perspectiva de vocês, quais são os aspectos do universo de beleza e cosméticos que levam mais tempo para um profissional de fora internalizar — e quais recursos a empresa disponibiliza para acelerar essa curva?”
Por que perguntar: Transforma o gap em demonstração de autoconhecimento e proatividade. Em vez de esconder a lacuna, você a nomeia com confiança e mostra que já está pensando em como superá-la — o que é muito mais convincente do que fingir que ela não existe.
“Esta posição prevê gestão direta de equipe desde o início, ou há uma fase de onboarding antes de assumir reports diretos? Como funciona o suporte à liderança para quem está fazendo essa transição de especialista para gestor?”
Por que perguntar: Aborda o gap de liderança de forma madura e estratégica, sem minimizá-lo. Ao perguntar sobre o suporte disponível, você demonstra que pensa em como crescer dentro da empresa — não apenas em ser aprovado no processo.